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Agência
Brasil
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| Rio
de Janeiro - O atleta brasileiro
Diogo Silva, medalha de ouro no
tae kwon do, participa da abertura
oficial da Olimpíada Carioca
que acontece paralelamente aos
Jogos Pan-Americanos do Rio de
Janeiro |
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Rio
de Janeiro - A falta de patrocínios
não tem sido obstáculo
para que esportes como tae-kwon-do,
o boxe, o levantamento de peso e o
futebol feminino ganhem medalhas nos
Jogos Pan-Americanos. Essas modalidades
também ajudaram o país
chegar a um número recorde
de medalhas conquistadas no Pan 2007,
colocando o Brasil entre as três
maiores potências esportivas
das Américas.
O
tae-kwon-do é um exemplo disso.
Sem patrocínio, mas com medalha,
e trabalhando apenas dos recursos
da Lei Agnelo Piva, com alguns lutadores
recebendo uma ajuda de custo de R$
600,00, e outros do dinheiro do programa
Bolsa Atleta, o esporte conquistou
quatro medalhas no Pan 2007 - um de
ouro, com Diogo Silva; duas de prata,
com Márcio Wenceslau e Natalia
Falavigna; e uma de bronze com Leonardo
Gomes.
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Por
sua vez a ginástica artística,
patrocinada pela Caixa Econômica Federal
(CEF) e pela Lei Agnelo Piva, conquistou
11 medalhas: quatro de ouro, dois de prata
e cinco de bronze. Informações
divulgadas pela CEF revelam que o patrocínio
foi de R$ 1,8 milhão, no período
de abril de 2006 a julho deste ano.
Ao
calcularmos o investimento feito nesses
dois esportes olímpicos, considerando
apenas o dinheiro de patrocínio,
o resultado mostra que cada uma das onze
medalhas conquistadas na ginástica
artística custou financeiramente
à confederação cerca
de R$ 163 mil. Já no tae-kwon-do,
esporte sem patrocínio, a medalha
conquistada representou um custo zero.
O
professor da Escola de Comunicação
e Marketing da UFRJ, Marcelo Serpa, acentua
que a conquista de medalhas por esportes
não patrocinados em competições
internacionais, como o Pan 2007, tem que
ser aproveitada pelas confederações
para divulgar a modalidade esportiva e,
assim, se aproximar das empresas patrocinadoras.
Pois só desta maneira se poderá
combater essas distorções.
O
medalhista de ouro do tae-kwon-do no Pan,
Diogo Silva, tem a mesma opinião
do professor Marcelo Serpa. Ele acha que
o bom desempenho do tae-kwon-do nos Jogos
Pan-Americanos é uma excelente chance
de tornar o esporte mais conhecido do público.
"O Pan vai nos trazer esse retorno.
Eu não vejo uma outra forma de trazer
mais visibilidade do que os Jogos Pan-Americanos",
disse.
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